TODOS contra a Dengue (TODOS!)

TODOS contra a Dengue (TODOS!)

Conhecida entre os brasileiros, a Dengue é uma doença causada por um vírus; esse vírus é transmitido por um vetor, o mosquito Aedes aegypti.

De 2012 a 2016, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, foram notificados 4.280.195 (quatro milhões, duzentos e oitenta mil, cento e noventa e cinco) casos de dengue no Brasil. Essa estimativa cresce se considerarmos os casos que não foram notificados, seja por falha do sistema de saúde, seja por serem assintomáticos (doenças assintomáticas são aquelas que não apresentam sintomas, e o paciente não chega a saber sobre sua contaminação. Nesses casos, o sistema imunológico combate a doença sem a manifestação de sintomas característicos).

Originária do Egito, na África, foi trazida às Américas pelas embarcações que traficavam escravos. No Brasil, os primeiros relatos datam do século XIX, em Curitiba e início do século XX, no Rio de Janeiro. O transmissor foi erradicado em 1955, graças aos esforços no combate da Febre Amarela. No final da década de 60, o relaxamento das medidas preventivas permitiu a reintrodução do vetor no ambiente, e desde então, é responsável pelos milhares de casos de Dengue registrados todos os anos.

A melhor maneira de combate à doença é o controle do vetor, ou seja, controlar a proliferação do mosquito transmissor ainda na fase de ovos e larvas. Para isso, é preciso conhecer as fases de desenvolvimento do mesmo. São elas: a fase de ovo, de larva e a fase adulta.

Os ovos são depositados pelas fêmeas, preferencialmente, em paredes verticais de criadouros, próximos à lâmina de água (e não na água), localizados nas residências e terrenos, e podem ser pneus, latas, vasos de plantas, baldes, ralos, tubos de escoamento de ar condicionado, etc. Com as chuvas, o nível da água desses criadouros sobe e os ovos eclodem, liberando na água as larvas do mosquito. Há então o processo de metamorfose e a larva se transforma em mosquito, que pode ser macho ou fêmea. São as fêmeas que se alimentam de sangue humano (hematófagos são os seres que se alimentam de sangue), o sangue fornecerá o aporte de nutrientes necessário para que a fêmea realize uma nova postura de ovos.

Destaque: Fases de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti.

A TEMPERATURA INFLUENCIA?

Sim, estudos apontam que temperaturas mais altas aceleram o processo de desenvolvimento do mosquito, enquanto temperaturas mais baixas retardam o desenvolvimento. Logo, as estações mais quentes, acompanhadas de chuvas, tendem a apresentar mais casos, por conta da maior proliferação do vetor.

TODOS OS MOSQUITOS DA ESPÉCIE AEDES AEGYPTI TRANSMITEM A DENGUE?

Não. Apenas os mosquitos contaminados. Porém, não há como saber se o mosquito está ou não contaminado com o vírus da dengue.

COMO OCORRE A CONTAMINAÇÃO?

Destaque: como ocorre a contaminação pelo vírus da dengue através da picada do mosquito.

É IMPORTANTE SABER:

  • Os ovos sobrevivem sem água até um ano após a postura pela fêmea.
  • Após o contato com a água, bastam 10 minutos para eclosão dos ovos em larvas!
  • O mosquito se contamina ao picar uma pessoa doente e se alimentar de seu sangue.
  • Vetor: responsável por carregar o microrganismo e transmiti-lo ao homem.
  • Fórmulas disponíveis na internet, seja para uso tópico ou para ingestão, não são seguras para a saúde e não garantem o fator de repelência, e podem ainda causar alergias (as mais populares são a base de alho, cebola, cravo, vitamina C, etc).

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE O AEDES aegypti E O CULEX (PERNILONGO COMUM)?

  • Enquanto o Aedes aegypti tem hábitos preferencialmente diurnos, o Culex tem seu pico de atividade durante a noite.
  • O Aedes possui listras brancas, enquanto o Culex é amarronzado.
  • O pernilongo comum prefere águas ricas em matéria orgânica, mais poluídas e represadas. Já o vetor da dengue não têm essa característica e pode desovar em água limpa.
  • A postura dos ovos do Culex é agrupada, onde todos os ovos ficam juntos. Os ovos do Aedes aegypti são colocados individualmente e distribuídos pelo criadouro.
Destaque: Comparativo entre Aedes aegypti e Culex.

TIPOS DE DENGUE

Há quatro tipos de dengue conhecidos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Todos os tipos causam os mesmos sintomas.

A doença pode se apresentar em sua forma clássica, forma hemorrágica e ainda na síndrome do choque da dengue.

A Dengue Hemorrágica altera o processo de coagulação sanguínea; os sintomas iniciais são os mesmos da dengue clássica, porém, após o terceiro dia iniciam as hemorragias, causadas pelo rompimento de vasos da pele e de outros órgãos. Já a síndrome do choque da dengue é uma complicação da doença e podem ocorrer complicações neurológicas e cardiorrespiratórias, além de insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Se não tratada rapidamente, pode levar à morte.

SINTOMAS DA DENGUE

Uma vez contaminado, o paciente pode apresentar dengue assintomática, ou seja, sem sinais e sintomas, ou manifestar as características da doença. Entre os principais sintomas, podemos citar: a febre alta de início súbito, dores musculares, dor de cabeça, náusea e vômitos, diarreia, cansaço, manchas avermelhadas no corpo, dor nos olhos, tontura e perda de apetite.

Já a dengue hemorrágica pode apresentar outros sintomas adicionais, como: confusão mental, queda de pressão, palidez, sangramentos pelo nariz, boca e gengivas, sede excessiva, boca seca e perda de consciência.

Destaque: quadro demonstrativo dos principais sintomas da Dengue.

PREVENÇÃO

A prevenção ainda é a melhor estratégia de combate à Dengue. Os estudos mostram que as medidas adotadas nas fases de ovo e larva do mosquito são mais eficazes. Após conhecer o ciclo de vida do vetor é mais fácil prevenir a sua proliferação. Entre as diversas medidas, citamos as principais: eliminar água parada de vasos e frascos, limpar as piscinas e calhas, não acumular lixo e entulhos, proteger materiais de construção e de obras, verificar semanalmente os possíveis focos.

A prevenção se estende à evitar a picada do mosquito, e as medidas incluem: uso de repelentes, instalação de telas em portas e janelas, uso de mosquiteiros em berços, uso de inseticidas domésticos,

Destaque: medidas de prevenção e combate à Dengue.

SAIBA MAIS:

FIOCRUZ – Curso online gratuito sobre Dengue.

MINISTÉRIO DA SAÚDE – Dengue de A a Z.